Friedrich Nietzsche nasceu Alemanha em 1844, filho de um pastor luterano, o jovem Nietzsche foi um erudito brilhante, e sua precoce carreira acadêmica em filologia avançou meteoricamente,, culminando em sua nomeação para cátedra de letras clássicas na Universidade da Basileia com apenas 24 anos.
O momento decisivo no desenvolvimento intelectual de Nietzsche ocorreu em 1865, quando descobriu por acaso O MUNDO COMO VONTADE E REPRESENTAÇÃO(1818), de Schopenhauer. A influência do compositor Wagner, de quem foi amigo quando estudante, é também evidente em suas primeiras obras. No entanto ele brigou com Wagner por causa da ópera Parsifal, que considerou demasiado cristã. Em 1879, com a saúde deteriorada, abandonou a carreira acadêmica e, por vários anos, viajou por vilas nos Alpes. Nesse período, publicou várias compilações de aforismos e produziu a obra-prima literário-filosófica Assim Falou Zaratustra. Apesar de muito doente, continuou a escrever e publicar num ritmo assombroso, até que sofreu um colapso numa rua de Turim em 1889, ao testemunhar um homem batendo num cavalo. Nunca recobrou equilíbrio mental.
IDEIAS-CHAVES-As primeiras preocupações filosóficas de Nietzsche foram fruto do seu envolvimento com a visão ateia de Schopenhauer de um mundo governado por forças irracionais e caracterizado pela ambição e pelo sofrimento.Mas, embora aplaudisse a eliminação da dimensão espiritual da condição humana, Nietzsche rejeitou a ação pessimista de Schopenhauer a esta condição. Numa Europa que perdera a fé na ordem divina que sustentava seu sistema tradicional de valores,a resposta adequada não era se enterrar no niilismo, mas ascender ao desafio de forjar novos valores para uma nova era. Todo o projeto filosófico de Nietzsche pode ser visto como uma tentativa de encontrar uma via de escape ao mal-estar provocado pela morte de Deus. É em Alem do bem e do mal e sobre a genealogia da moral que ele desenvolve suas críticas mais conhecidas dos valores judaico-cristãos que esperava superar. Segundo suas análises, o que normalmente consideramos "bom" é na verdade uma valorização das condições dos fracos. a negação cristã das diferenças entre seres humanos, sua pretensa humildade, seu amor universal, sua rejeição das paixões físicas e de um mundo pecaminoso, tudo advém de uma rejeição ressentida dos valores afirmativos de um tipo nobre e mais elevado de ser humano. É preciso resistir dessa tentativa de moralidade escrava de domar a fera dentro de nós, para que valores nobres, com sua expressão ousada de força e poder, possam ser revitalizados. Disso surge o grande desafio de Nietzsche à humanidade e o grande remédio para o niilismo: sua visão do "super-homem", uma nova estirpe de homens que transformaria os valores estabelecidos.
PERSPECTIVISMO-O ímpeto crítico de Nietzsche dirigi-se também contra o desejo de verdade do filósofo. Ele sugere que nunca podemos nos apossar do conhecimento, já que é impossível chegar a uma concepção objetiva do mundo independente de alguma interpretação. Isto não significa que ele rejeite a ideia de verdade per se. pois admite que ideias surgidas a partir de interpretações podem ser verdadeiras. Mas significa que diferentes interpretações devem ser julgadas em termos dos valores que expressam. Uma implicação de seu "perspectivismo" é que o conflito deve fazer parte do discurso filosófico, e seu estilo aforístico pode ser visto como uma tentativa de multiplicar perspectivas, de modo a abrir novos caminhos de pensamento e moldar o arsenal para a filosofia do futuro.
domingo, 5 de abril de 2015
Filósofo Friedrich Nietzsche
12:11
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